Décimo oitavo dia do ano.
Ou a véspera do meu aniversário.
Olha, eu tenho uma sorte do cão. Pelo amor de Deus.
Amanhã é o meu aniversário e eu estava completamente feliz porque ninguém da vida real sabia disso. Sim, ninguém sabia. E eu iria aproveitá-lo completamente sozinha. Agora essas maldições dessas pessoas sabem.
Hoje cedo decretei aqui em casa que amanhã eu queria um churrasco, com direito à maionese e tudo. E inclusive estava preparando uma festa surpresa pra mim mesma. Sim, é isso mesmo que você leu. Uma festa surpresa com direito à bolo e muitos docinhos.
No entanto, agora que essas maldições dessas pessoas sabem. Afinal, os anciões não sabem quando devem calar. Eu odeio pessoa que não sabe quando calar a boca. Mas que inferno! O meu aniversário só diz respeito à mim e ninguém mais.
Amanhã que era pra ser um dia de paz. Sim, eu planejava estar em paz amanhã. Vai ser mais um dia maldito. Com gente vindo aqui em casa me desejar feliz aniversário. Eu quero deixar bem claro que eu não preciso desses parabéns forçados. Se você não gosta de mim no restante do ano, não precisa gostar de mim no meu aniversário. E não precisa fingir, eu não me importo. Eu sinceramente prefiro que você não venha.
Amanhã é o MEU aniversário! E eu queria ter o direito de passar ele sozinha. Mas que maldição! Esqueçam que eu existo!
Amanhã é meu aniversário, repito. E eu vou ter menos paciência ainda pra quem tá começando. E não tô afim de me fingir de simpática, porque eu simplesmente não sou. Vão catar coquinho no Alasca e me deixem em paz.
Maldição, mil vezes maldição. É nessas horas que eu gostaria de morar no meio do mato, ou naqueles lugares distantes onde o vizinho mais próximo fica a centenas de quilômetros. Inferno. Meu humor que estava bom - pela primeira vez em dias - acabou de azedar.
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