quinta-feira, 17 de março de 2016

XXX.

Septuagésimo oitavo dia do ano.
Ou notícias do mundo das trevas


Muitos dias se passaram desde a última postagem e bem, muita coisa mudou por aqui. Primeiramente porque eu fugi da Terra do Sul e se depender de mim, não permanecerei mais do que um final de semana lá. Não faz mais que duas semanas que eu estou de volta ao meu lar, doce lar e parece que faz milênios desde que saí da Terra do Sul. O resultado? Meu humor melhorou (até voltei a fazer piadinhas), meu sono melhorou, meu apetite melhorou, enfim, estou me sentindo muito melhor em muitos aspectos.
Coisas interessantes que descobri desde que voltei para a minha casa: a) comer alface é bom e necessário. b)  eu nunca achei que ia comer alface por livre e espontânea vontade e não é tão ruim quanto parecia. c) Comida de mãe/vó é maravilhosa, mas fazer a sua comida faz toda a diferença. d) Nunca achei que sentiria falta da minha comida; e) Cozinhar é libertador e te torna mais criativo; f) Temperos fazem toda a diferença. Quem sabe quando você descobrir como usar os temperos adequados na comida, consiga também usá-los na sua vida; g) Vinho ruim não é melhor do que nada. Melhor tomar água do que gastar com vinho ruim; h) Existem vinhos baratos que são bons. (Chalise, meu amor); i) Ficar sozinha é altamente terapêutico; j) Ter um lugar só seu é muito importante. (Estou providenciando); h) Compartilhar conhecimento enriquece as pessoas;
Interessante perceber que quase todas as descobertas tem a ver com comida e bem, acredito que a vida e a comida estão intrinsecamente ligadas. Assim como nós aprendemos a comer e gostar de arroz e feijão, os finlandeses aprendem a comer e gostar de sopa de sangue de pato. Portanto, assim como a gente aprendeu comer arroz e feijão, a gente também pode aprender a comer e gostar de sopa de sangue de pato. E isso pode ser estendido para muito além da comida. Vida é aprendizagem e manutenção pelo hábito.
E por falar em aprendizagem, cá estou formada. E tenho que dizer que é frustrante perceber como a Psicologia é subestimada. Outro dia vi uma postagem que dizia "Nenhum psicólogo poderá explicar o poder curativo de um par de sapatos". Primeiramente acho que o poder curativo dos sapatos é relativo, porque eu tive que comprar sapatos para usar na formatura e não fui curada de nada. Pelo contrário, morri de estresse tendo que experimentar centenas de sapatos pra encontrar um que servisse... E bem, as vezes eu fico pensando a quantidade de vezes que os psicólogos mortos se reviram nos túmulos ouvindo essas idiotices. "Psicólogo é coisa de louco"; "Psicólogo lê mente"; "Psicólogo só conversa"; "Psicólogo dá conselho" Sim, meu querido. Eu ganhei uma bola de cristal na formatura, então você só precisa chegar e sentar. Vou olhar pra minha bola de cristal, ler sua mente, conversar um pouco, dar uns conselhos e pronto, sua vida estará resolvida! Mais eficiente que aquelas criaturas que trazem o amor em três dias. Fácil né? Nem sei porque eu passei cinco anos da minha vida, estudando, fazendo estágios e pesquisa se no fundo eu só precisava mesmo era de uma bola de cristal.
Esse mundo tá doido demais pra mim. O Brasil está prestes à sofrer um ataque zumbi e eu nem fugi pro Uruguai ainda. (O destino principal é a Argentina, mas a situação tá difícil por lá também). Enquanto o mundo cai lá fora, eu convido você pra acompanhar minhas novas aventuras. As postagens voltaram, fique esperto! Até a próxima!

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